Kit Elétrica Solar
Não é uma planilha estática — é a lista viva de equipamentos que o Hitner realmente recomenda, categoria por categoria. Cada item aqui está ligado a um erro real já mostrado no canal ou no Manual Técnico.
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Quero o PDFBateria

Célula LiFePO4 prismática Grau A (ex: EVE, CATL)
3,2V nominal · Grau A · corte de descarga 2,5V · carga máxima 3,65V
Por que o Hitner recomenda
Monto meu banco a partir de células soltas + BMS, não bateria pronta fechada. Entre os fabricantes que o mercado DIY usa de forma consistente, EVE e CATL são as duas marcas que aparecem como Grau A confiável — sem uma sendo claramente melhor, a diferença real costuma estar no lote e no fornecedor, não no fabricante. Já recebi célula visivelmente "gordinha" de um vendedor que disse ser normal — não era. Inspecione o invólucro antes de ligar qualquer coisa.
BMS

BMS Smart JK 200A (4S–8S, balanceamento ativo, Bluetooth)
200A contínuos · balanceamento ativo 1–5A · app Bluetooth · OVP ~3,65V · UVP ~2,6V
Por que o Hitner recomenda
Balanceamento ativo em vez de passivo resolve o ponto cego da curva de tensão quase reta do LiFePO4 — o BMS passivo só enxerga desbalanceamento perto do topo da carga, o ativo corrige o tempo todo. Testei isso no meu próprio pack de 200Ah, vendo o app balancear os grupos de célula em tempo real. Já testei Daly (passivo) e não tive o mesmo nível de confiança. Uso e recomendo a versão de 200A mesmo em instalações pequenas — dá margem pra ampliar o banco depois sem trocar o BMS, e não bloqueia a bateria em picos de corrente de motor elétrico (bomba, guincho), que um BMS subdimensionado corta na hora.
Controlador Solar

Controlador MPPT Epever — a recomendação real
MPPT real (não PWM disfarçado) · corrente compatível com o banco de painéis · tensão de carga configurável 13,8–14,6V
Por que o Hitner recomenda
Epever é a marca que eu de fato recomendo aqui: consolidada no mercado DIY, com sensor de temperatura, Bluetooth e histórico de confiabilidade bem documentado. O Joyfox 60A que aparece em alguns vídeos foi uma compra separada, só para testar se um controlador "MPPT" barato de marketplace era genuíno ou PWM disfarçado — testei numa bancada (fonte regulável + alicate amperímetro): entrada de 225W, saída de 218W, perda de menos de 3%, ou seja, passou o teste. Mas foi comprado como teste, não como recomendação — para o sistema que fica, o MPPT é Epever.
Painel Solar

Painel monocristalino rígido (ex: 155–175W)
Monocristalino rígido · conector MC4 · cabo dimensionado para a distância até o controlador
Por que o Hitner recomenda
Placa flexível dá problema recorrente e entrega pouco — o monocristalino rígido é mais eficiente por metro quadrado e dura muito mais (25-30 anos, contra 10-15 do flexível), mesmo pesando mais e exigindo estrutura de fixação. Minhas placas de 155W geravam 16A reais, não os 30A "ideais" do catálogo — dimensione pela geração real medida, não pela ficha técnica isolada.
Carregador DC-DC

Carregador DC-DC dedicado — JFA/USINA
Entrada 13,0–16,0V (bateria de partida) · saída dedicada à química da bateria da casa · corrente dimensionada pela sobra real do alternador
Por que o Hitner recomenda
Bateria de lítio ligada direto no alternador se comporta como esponja e puxa toda corrente disponível — é a causa mais relatada de alternador queimando. O DC-DC dedicado controla essa corrente, e a linha JFA/USINA é a que eu de fato recomendo aqui. Cuidado extra que já corrigi no meu próprio carro: o retorno negativo entre a bateria de partida e o carregador precisa de cabo dedicado, nunca só pela chaparia — isso corrói a estrutura do veículo com o tempo.
Inversor

Inversor senoidal puro 2000W 12V — linha JFA Black
Onda senoidal pura (não modificada) · 2000W real · disjuntor de entrada e saída dimensionados separadamente
Por que o Hitner recomenda
Meu primeiro inversor (marca genérica) anunciava 2000W, mas a fiação interna — que abri para investigar — só suportava uns 500-700W reais: um quarto do prometido. Queimou. Troquei pelo JFA Black 2000W, que entrega a potência real anunciada. O cabo de alimentação que vem com o aparelho já denuncia a capacidade real, sem precisar abrir nada: cabo fino para potência alta anunciada é sinal de alerta.
Fonte de Carregamento (Bivolt)

Fonte/carregador bivolt para bateria de lítio — JFA Storm Lithium 70A
Bivolt automático real · curva de carga específica para lítio (não a curva de chumbo-ácido) · 70A · isolamento galvânico entre entrada AC e saída DC
Por que o Hitner recomenda
Na minha arquitetura, a rede elétrica externa nunca alimenta a casa diretamente — ela só carrega a bateria através dessa fonte bivolt isolada. Isso elimina o risco de backfeed (energia da rede entrando pela saída do inversor) sem depender de uma chave de transferência automática, que pode falhar justo quando a tensão da rede varia — comum no interior do Brasil. Teste o isolamento com multímetro antes de confiar: circuito aberto entre terra da entrada e negativo da saída é o que indica isolamento real.
Barramento

Barramento de cobre estanhado, positivo e negativo separados
Capacidade de corrente com 20-25% de folga sobre o total contínuo · terminal M6/M8/M10 compatível com os olhais dos cabos
Por que o Hitner recomenda
É o ponto de encontro de quase todo o sistema — bateria, BMS, fusível, controlador, DC-DC, inversor. O defeito mais comum não é o barramento em si, é o torque do parafuso: conexão frouxa aumenta resistência, gera calor, acelera corrosão, e o ciclo se autoalimenta sem avisar antes de falhar. Reaperto periódico é mais importante que a marca do barramento.
Disjuntor

Disjuntor CC WEG MDWH bipolar 10A
Linha MDWH (440ca/250cc — genuinamente dupla homologação CA+CC) · câmara de extinção de arco maior · trilho DIN
Por que o Hitner recomenda
A diferença entre disjuntor CA e CC não é comercial — é física: em CC não existe cruzamento de corrente por zero, então o arco elétrico tende a se sustentar, exigindo câmara de extinção maior. Já existe recall documentado de disjuntor genérico chinês por risco de incêndio (unidades que não desarmam na corrente correta). A linha MDWH da WEG (não confundir com a MDWP/MDW, que são só CA) resolve com bom custo-benefício e homologação real pra CC. O 10A é o tamanho típico pra circuitos pequenos de 12V (iluminação, USB, bomba d'água pequena).

Disjuntor CC WEG MDWH bipolar 16A
Linha MDWH (440ca/250cc) · mesma homologação CC da versão 10A, corrente maior
Por que o Hitner recomenda
Mesma linha MDWH, dimensionado pra um trecho com mais corrente — por exemplo, entre o controlador solar e o barramento em sistemas menores.

Disjuntor CC WEG MDWH bipolar 20A
Linha MDWH (440ca/10kA) · homologação CC real
Por que o Hitner recomenda
Faixa comum entre painel solar e controlador em sistemas de médio porte — sempre dimensione pela corrente máxima real do trecho, não por estimativa.

Disjuntor CC WEG MDWH bipolar 25A
Linha MDWH (440ca/250cc) · homologação CC real
Por que o Hitner recomenda
Faixa usada com frequência entre controlador e bateria em sistemas de médio porte, dependendo do banco de painéis.

Disjuntor CC WEG MDWH bipolar 32A (mais próximo do 30A)
Linha MDWH (440ca/10kA) · homologação CC real
Por que o Hitner recomenda
A WEG não fabrica disjuntor de 30A — os degraus padrão pulam de 25A pra 32A, que é o mais próximo. Faixa comum no trecho bateria→barramento em sistemas médios.

Disjuntor CC WEG MDWH bipolar 40A
Linha MDWH (440ca/250cc) · homologação CC real
Por que o Hitner recomenda
Faixa típica pro disjuntor "geral" do sistema, entre bateria/barramento e inversor, em instalações de porte médio a grande.
Fusíveis

Fusível de marca nacional com certificação Inmetro
Dimensionado pela ampacidade do cabo (não pelo Ah da bateria) · o mais próximo possível do polo da bateria
Por que o Hitner recomenda
O fusível protege o cabo, não o aparelho — e exigência de segurança, não preferência de marca: certificação Inmetro é o critério, qualquer marca nacional certificada serve. Jogue fora o fusível que vem incluído em caixa chinesa genérica — teste independente com osciloscópio encontrou fusível "de 5A" que não desarmava nem a 4x essa corrente.
Cabos

Cabo automotivo/marítimo multifilamento com certificação Inmetro
Bitola dimensionada por corrente e distância de ida+volta (NBR 16690, queda máx. 3%) · terminais tipo anel/olhal
Por que o Hitner recomenda
A bitola certa (calculada pela corrente e comprimento do trecho) importa mais que a marca, mas a certificação Inmetro é inegociável. Já comprei cabo de 2,5mm² que na prática rendia como 1,5mm² — oxidou visivelmente em pouco tempo, sinal de cabo CCA (alumínio revestido de cobre), proibido pela NBR 5410. Teste peso e cor do núcleo se tiver dúvida antes de instalar.
Chave Geral de Bateria

Chave geral/seccionadora de bateria (ex: Seaflo)
Corrente nominal igual ou maior que o pico do sistema · instalação no polo negativo
Por que o Hitner recomenda
Instalar no negativo elimina o risco de faísca ao operar, porque desconecta a ligação com o chassi por completo. O defeito mais comum não é elétrico, é mecânico: contato interno corroído ou "grudado" por falta de uso — a chave parece desligar, mas não interrompe de verdade. Opere periodicamente mesmo sem necessidade real, só para não deixar os contatos travarem.
Monitor de Bateria (Shunt)

Monitor de bateria com shunt físico próprio — Renogy 500A
Shunt físico dedicado (não só Bluetooth do BMS) · tela própria · posicionado do lado do sistema, nunca do lado da bateria
Por que o Hitner recomenda
O shunt interno do BMS costuma ser um resistor pequeno, menos exato — um monitor com shunt físico próprio, como o Renogy 500A com tela, mede a corrente real do sistema com muito mais precisão do que depender só do Bluetooth do BMS pelo celular. Um erro comum de instalação é o lado errado do shunt: ele tem que ficar sempre do lado do sistema/consumidores, nunca do lado da bateria — inverter isso invalida a leitura.
Bomba d'Água

Bomba pressurizadora Seaflo 2.0 GPM 12V — uso geral
2.0 GPM (~7,6 L/min) · 12V · pressurizada automática
Por que o Hitner recomenda
Bomba do reservatório de água de uso geral do motorhome — pia, louça, chuveiro. No Brasil a água que sai da torneira nem sempre é potável, então essa linha é separada da água que se bebe (item abaixo): fontes e usos diferentes, sistemas diferentes.

Bomba pressurizadora Seaflo 0,7 GPM 12V — água mineral/potável
0,7 GPM (~2,7 L/min) · 12V · vazão baixa, dedicada a uma linha separada
Por que o Hitner recomenda
Uso um garrafão de água mineral de 20L no motorhome como fonte de água pra beber, já que a da torneira nem sempre é potável. Essa bomba puxa direto do garrafão e manda pra uma torneira própria na pia — liga a bomba, abre a torneira, enche o copo. Vazão baixa é proposital: não precisa de pressão de chuveiro, só de vazão suficiente pra encher um copo sem demorar. Quem quer automatizar mais monta um reservatório de água potável menor e dedicado, reabastecido com o garrafão em vez de bombear direto — os dois jeitos funcionam.
Dúvidas reais de quem já está montando o sistema
Perguntas frequentes sobre o kit
Por que o controlador solar que comprei não aceita ligar no alternador do meu carro?+
Esse é o problema mais recorrente relatado por quem monta o próprio sistema: vários controladores MPPT de entrada (o SRNE MD1250N05 é um exemplo comum) têm limite de corrente pelo alternador — por exemplo, 60A — enquanto alternadores de picapes e vans usadas para motorhome (Hilux, Ranger, Sprinter, Ducato, Renault Master) costumam gerar 80–185A. Ligar um alternador desses direto na entrada do controlador sem um DC-DC limitador entre eles é a causa mais relatada de controlador "queimando do nada".
Antes de comprar um controlador solar, o que preciso checar sobre o alternador do meu veículo?+
A corrente máxima que o alternador do seu veículo pode entregar (não só a capacidade do painel solar) — informação que costuma constar no manual do veículo ou pode ser obtida com a concessionária/oficina. Se o alternador supera o limite de entrada do controlador, é necessário um DC-DC dedicado (que já limita e regula a corrente) entre o alternador e o controlador/bateria, e não uma ligação direta.
Preciso dos dois (controlador solar E carregador DC-DC), ou um resolve tudo?+
São dois equipamentos com função diferente: o controlador solar (MPPT) regula a energia que vem dos painéis solares para a bateria; o DC-DC regula a energia que vem do alternador do veículo para a bateria. Eles não se substituem — um sistema completo típico usa os dois, cada um na sua entrada de energia (sol e alternador), a menos que o equipamento seja explicitamente um "carregador combinado" desenhado para as duas entradas.
Como escolher o tamanho certo do fusível/disjuntor entre os painéis, o controlador e a bateria?+
A regra geral de segurança é dimensionar o fusível/disjuntor pela corrente máxima que o trecho de cabo pode ver com folga — nunca pelo "tamanho que sobrou" ou por estimativa aproximada, porque um fusível superdimensionado deixa de proteger o cabo em caso de curto (risco de incêndio) e um subdimensionado desarma à toa. Cada trecho do sistema (painel→controlador, controlador→bateria, bateria→barramento/inversor) tem sua própria corrente máxima e precisa de fusível próprio.
É verdade que devo carregar a bateria só com 10% da capacidade dela em amperes?+
Essa é uma regra prática comum (chamada de "0,1C" no jargão técnico) usada como referência conservadora de corrente máxima de carga para prolongar a vida útil da bateria — mas não é um limite físico universal: muitas baterias LiFePO4 modernas suportam taxas de carga bem mais rápidas (0,3C, 0,5C ou mais) sem problema, dependendo do fabricante e do datasheet específico.
Com X Ah de bateria e determinado consumo, quantos dias/horas sem sol eu tenho?+
Essa é uma dúvida de dimensionamento que depende de três números que você precisa levantar: consumo total diário em Ah (soma de todos os aparelhos ligados, multiplicado pelo tempo de uso de cada um), capacidade útil da bateria (não a nominal — geralmente 80-90% da nominal, para não descarregar 100%), e geração diária esperada dos painéis solares (que varia muito com estação e localização).
Quero instalar ar-condicionado — quantas baterias preciso?+
Ar-condicionado é, disparado, o consumidor de maior carga em um sistema off-grid típico de motorhome. O cálculo depende do consumo real do aparelho específico (em Watts ou Ah, não do "BTU" sozinho) multiplicado pelas horas de uso desejadas — vale sempre confirmar o consumo real do equipamento antes de dimensionar o banco.
Como ligar as células em série sem inverter positivo e negativo?+
Em uma ligação em série, o positivo de uma célula conecta ao negativo da célula seguinte (e assim por diante) — os terminais "livres" nas pontas da cadeia (o negativo da primeira célula e o positivo da última) são os que saem para o resto do sistema. Erro de ligação em série/paralelo é risco real de dano ao equipamento, então vale sempre conferir com multímetro antes de energizar.
O fio de ignição ("pós-chave") do DC-DC precisa ficar ligado o tempo todo?+
Não. O fio de ignição/pós-chave normalmente serve só para o DC-DC saber quando o motor está ligado e, portanto, quando deve carregar pelo alternador — ele não interfere no carregamento pelos painéis solares, que costuma funcionar de forma independente, controlado pelo controlador solar (MPPT), não pelo DC-DC. Confirme esse comportamento no manual do modelo específico, já que o nome do pino pode variar por fabricante.